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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Parte 6 de 6 - Relato de Parto Domiciliar - Nascimento da Pérola




Você nasceu às 09:39hs, no mês 09, no conjunto 09, e era o parto número 99 das parteiras. Nove sempre foi o meu número da sorte. E agora tem um significado mais que especial. 
Saímos da piscina e fomos para o quarto. A Iara tirou a Anastácia, enxugou e colocou roupa.
A placenta saiu bem rápido, e dias depois encontrei ela no meu congelador, com uma etiqueta com coraçõezinhos desenhados... muito amor por essa equipe. 

Pérola, que ainda na piscina foi colocada ao peito, ficou mamando por alguns minutos. 
O papai cortou seu cordão umbilical quando este já não pulsava mais. 
Depois foi pesada, medida e avaliada, pelas mãos de fada da Iara. Nasceu com 2.780 kg e 47 cm, com apgar 9/10. Linda e saudável! 
Não foi aspirada, não recebeu colírio de nitrato de prata.
Recebeu vitamina K enquanto ainda mamava e nem chorou. 
Tirou muitas selfies em seus primeiros minutos de vida. Garota moderna.
As parteiras me ajudam a levantar e trocar de roupa. E tiramos uma foto com toda a equipe. Dão as primeiras orientações, sobre cuidados comigo e com a bebê. E após umas 2 hs do parto, foram embora. No acompanhamento do pós-parto, ainda nos vimos com 24 hs do parto, com 3 dias, com 10 dias e para finalizar com 30 dias, a última consulta. 

Ficamos só nós. Minha pequena família, meu porto seguro. Veio uma vontade enorme de chorar, uma alegria misturada com adrenalina. Ainda não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha sido verdade.
Contamos para a família pelo whattsapp, rimos da surpresa de todos. Logo estávamos no skype transmitindo o rostinho da Pérola para meus pais e vendo a cara de espanto quando dizíamos que o parto tinha sido em casa. 

Tão primitivo e tão moderno esse parto. Na simplicidade da casa, como se fazia antigamente, mas cheio de tecnologia, de celulares, câmeras, lanterna e monitor cardíaco. O simples e o tecnológico convivendo de forma tão harmoniosa. 
Ainda suspiro quando me lembro desse dia, e juro que já sinto até saudades. 

Tão bom poder receber uma vida no aconchego do lar. De ouvir a música que te deu o nome. De aliviar as dores no chuveiro de todos os dias. De beber a água que diariamente nos mata a sede. De sentir o toque de quem eu escolhi para estar ali. Só nossa casa pode nos dar essa sensação de porto seguro, lugar para onde corremos para chorar ou celebrar. Em nossa casa entra quem convidamos, quem amamos, com quem nos vinculamos durante todo esse processo. Aqui minha filha dorme e acorda para ver a irmã nascer. Aqui elas se reconhecem como companheiras para toda a vida.

Aqui grito, aqui tenho medo e não preciso esconder. 

Afinal, porque complicamos o que só exige simplicidade?

Para terminar minha gratidão à pessoas essenciais: 

Ao Rafael, por termos decidido juntos pelo parto em casa e por estar presente nessa experiência (sei que é para poucos). Pelo apoio e carinho durante o trabalho de parto, pela massagem, por ser o pai que desejei para minhas filhas, pelas brincadeiras e piadas que deixam tudo mais leve. Meu marido, amigo, porto seguro, meu boy magia. Minha força e minha fragilidade. 

À Anastácia, por trazer tanta luz e alegria, por ser compreensiva, por se mostrar uma irmã tão carinhosa. 

À Pérola, por me permitir ser sua mãe, por sua força ao nascer, pela alegria que trouxe ao nosso lar. 

Às parteiras (enfermeiras obstétricas), Iara e Ana Cyntia, por serem o que são, por olhar nos olhos, conversar com franqueza, respeitar o tempo da natureza, acolher, informar e devolver ao nascimento o que ele tem de essencial: ser um momento íntimo, vivido em casa, celebrando a vinda de uma nova vida. (Luz de Candeeiro, parto em casa)

E principalmente à Deus, autor da vida, que permitiu a vinda da nossa pequena para nosso lar. Que nos deu força e coragem e guiou-nos a todo momento. Pois não cai sequer uma folha de uma árvore sem a Sua permissão. 
















quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Parte 5 de 6 - Relato de Parto Domiciliar - Nascimento da Pérola



Enfim a borda da piscina estava cheia. Grudamos com uma fita adesiva que com muita oração aguentou até o final. Para encher a água vinha do banheiro por uma mangueira tão fininha que parecia que ia durar um século. Rafael ia e vinha com um balde também para ajudar. E as enfermeiras completavam com a água que ia fervendo no fogão. 

Em algum momento que não me lembro bem o Rafael foi a padaria. Comi uma banana, tomei um copo de leite e comi pão fresquinho com margarina. Me lembrei do jejum total a que fui obrigada no parto da Anastácia e agradeci por nossas escolhas. 
Olhei as paredes da cozinha e elas estavam todas suadas por causa da água fervendo. Achamos graça e abrimos um pouco as janelas para o ar entrar. 

Tentei deitar e descansar um pouco, dormir talvez... mas não consigo, a ansiedade é muita e levanto. Em pouco tempo vem uma vontade grande de ir ao banheiro. Vontade de fazer cocô, uma cólica que se mistura com a contração, mas que eu tenho certeza do que é. No banheiro tenho uma diarréia rápida que esvazia todo meu intestino. Ao sair aviso as parteiras. - "muito bom!", elas dizem. 

Meu corpo funciona, nunca duvidei disso. Ele sabe muito bem o que fazer, me surpreendo, a natureza é realmente perfeita. 

Rafael coloca o DVD do Natiruts para passar e ficamos ali, nós quatro, como que esperando alguma coisa. Sentados no sofá, em um silencio que vez ou outra é quebrado por alguma conversa ou comentário rápido. Enquanto isso as contrações iam e vinham... como uma onda. Quando vinham eu me concentrava para aguentar a dor e quando iam eu respirava e achava que nem tinha doído tanto. 

Mais ou menos às 7:00 hs a fotógrafa me responde pelo whatsapp. 
"Ainda bem que ela acorda cedo!". Pensei. Aviso que pode demorar um pouco e que assim que o TP engrenar eu aviso para ela vir. Ela pergunta se o parto deve ser ainda de manhã. Eu digo que lá pelas 10hs, mas pensando bem pela intensidade das dores, que estavam fracas, tenho dúvidas disso. Talvez só nasça a tarde...

Às 8:00 hs perguntei para as parteiras se já devo chamar a fotógrafa. Aviso pelo wahtsapp que ela já pode vir. As dores começam a ficar mais fortes e eu me contorço toda no sofá quando a contração vem. 
A piscina já estava pronta e a Iara pergunta se não quero entrar para aliviar um pouco. Digo que não, não quero ficar muito tempo na piscina, só vou entrar a hora que for nascer mesmo. Não gosto dos dedos enrrugados e não quero molhar meu cabelo.

Fico ali no sofá mais uns 40 min. deitada no Rafael e curtindo as contrações que vão ficando mais fortes. A Iara vê minha cara de dor durante cada contração e sugere novamente que eu entre na piscina: 
-Vai ser bom entrar na água quente. Vai aliviar a dor, você vai ver.

Entro na piscina meio contrariada, achando que ainda vai demorar muito para a Pérola nascer. Peço para o Rafael pegar a presilha que eu havia separado para prender a franja. Meu cabelo está assim um tanto curto que fica caindo no meu rosto e eu não quero molhar o cabelo. "Não posso passar as mãos molhadas no cabelo", pensei. "Essa escova ainda dura uns dias.". 

A água estava bem quentinha e de fato eu dei uma relaxada. As dores ainda não estavam tão fortes, mas não sei porque me veio uma sensação de que já estava bem perto dela nascer. 
- Rafael, acorda a Anastácia. 

Ela veio nos braços do Rafael e ficou ali na borda da piscina, ainda um pouco assustada com a quantidade de gente na casa àquela hora (nessa hora a fotógrafa também chegou). Ela me deu beijo, abraço e ficou ali na borda da piscina. 

Alguns minutos e o Rafael também resolve entrar. Eram 9 horas mais ou menos. Ele colocou o maiô na Anastácia e de repente tá todo mundo dentro da piscina.
Pronto, como sempre sonhei que seria. Que lindo, a Anastácia vai ver a irmã nascer. 
 

Desse momento em diante tudo fica meio confuso, acho que entrei na partolândia que tanto falam. A dor ficou bem forte e peço para o Rafael fazer massagem nas minhas costas. Massagem não, pode apertar com bastante força. Mais forte. Mais forte. Isso.
Vez ou outra as enfermeiras vinham com o aparelhinho para ouvir o coração da Pérola. Estava tudo bem.

Eu não conseguia raciocinar direito, fechava os olhos a cada contração e isso me dava a impressão de que estava tudo escuro. Não via mais ninguém ali. Não tinha fotógrafa, não tinha as enfermeiras, nem ninguém, era só eu dentro da piscina. Tudo escuro no meu mundo particular. Foi até estranho quando vi as fotos e percebi que estava claro.

Acho que foram mais umas 4 contrações bem doloridas, eu apoiava todo meu corpo na borda da piscina, fechava os olhos e dava uns gemidos que se transformavam em gritos ao final. "Meu Deus, vai nascer."
Entre uma contração e outra fiquei com vontade de pedir para elas fazerem um toque e me dizer com quantos centímetros de dilatação eu estava. Mas antes que eu pudesse pedir, vinha outra contração.

Vi que elas olhavam através da água com a lanterna e acho que foi nessa hora que a ficha caiu e tive a certeza que ela já ia nascer. 


Senti a Pérola descer mais ainda e coroar. Fui me encostando na beirada, tentando achar uma posição, abrir mais a perna, sei lá. Rafael também tentando achar uma posição para pegá-la quando ela nascesse. 
- Ela vai nascer agora.
Acho que foi o ápice da dor, o tal círculo de fogo, que não senti no parto da Anastácia pois a médica foi logo me cortando para ela nascer rápido.

O tal círculo de fogo durou poucos segundos e junto meu corpo fez uma força imensa. 
Ploft. Senti uma coisa estourar entre minhas pernas. "Foi a bolsa que estourou" ouvi alguém falar. Coloquei a mão e senti a cabeça dela.

- Nasce minha filha!
Gritei, mal respirei e já veio outra contração. Fiz mais duas forças e senti primeiro a cabeça e em seguida todo o corpo dela saindo. Rafael a pegou, sorrindo. E ela imediatamente ao sair da água deu uma resmungadinha que mal chegou a ser choro. A Anastácia colocou a mão na boca, como sempre faz quando se espanta com algo. 
A Ana Cyntia trouxe as fraldas para aquecê-la. 
Tão pequenininha que fez a mão do Rafael parecer imensa. Veio para meus braços. Abracei, beijei, olhei cada detalhe dela. As mãos pequenas, a cabeça quase sem cabelo. Ainda roxinha, ainda ligada a mim pelo cordão umbilical. Me perguntava como aquele serzinho cabia dentro de mim.

Ficamos ali alguns minutos ainda, ela no meu colo mergulhada com o corpo na água quente, Rafael conversando com a Anastácia e mostrando para ela a "Péia", como ela mesmo fala.

Eu estava maravilhada, parecia um milagre, nosso pequeno milagre, acontecendo ali na sala da nossa casa. 
Toda a dor passou. Passou e foi esquecida. Respiramos agradecidos. 








"A luz do melhor momento, o livre nascimento e o agradecimento" - Chico Anysio




Ainda continua... rsrsrs.





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Parte 4 de 6 - Relato de Parto Domiciliar - Nascimento da Pérola


8 de setembro de 2014.
02:46 da madrugada
Há dias vinha sentindo umas contrações antes de dormir. Elas tinham uma certa regularidade, de 10 em 10 min, mas não doíam tanto quanto eu achava que deveria doer. Meu lema era sempre: Vou tentar dormir, se eu dormir é porque não era trabalho de parto.
Naquele dia foi diferente, ao invés de me impedir de dormir, as contrações me fizeram acordar de um sono pesado.

Comecei a observar e marcar no "Contraction Time", aplicativo de celular para marcar os intervalos das contrações. Estavam entre 5 e 6 minutos de intervalo. Mas não doíam tanto que me fizessem ter certeza. 
Tentei voltar a dormir, não consegui. Que saco, é só cansaço da tarde de ontem, eu devia ter ficado quieta, não devia ter andado tanto. 
Resolvi criar um grupo no Whatsapp, para facilitar a comunicação entre mim e as enfermeiras. Chamei de, "Vem Pérola!"... mesmo que não fosse agora, uma hora esse grupo vai fazer sentido. 
"Estou sentindo umas dores diferentes. Mas tô na dúvida.. pq não dói taaaanto." (assim, com vários "as" mesmo)
"Tem ritmo?". Eram 03:47hs, já tinha uma hora que eu estava sentindo as contrações indo e vindo, mas ainda não conseguia ter certeza se era ou não trabalho de parto. Não queria incomodar a toa, ainda mais de madrugada. "Ela tem 2 filhas, deve estar cansada também e em plena segunda sendo incomodada assim de madrugada... ninguém merece..." Pensei. 
Rafael ainda dormia ao meu lado na cama. 
"Uns 7 min entre uma e outra" Aumentei uns 2 min para não preocupar ela, de fato achei que ainda não fosse. 
"Mas como me cansei muito com o evento de hoje a tarde, achei que fosse isso. Tentei dormir de novo, mas agora a ansiedade não tá deixando."
Ela sugeriu que eu tomasse um banho morno. Se as dores passarem é porque é só cansaço mesmo, mas se não passar avisa! 
"Ok. se eu perceber que é mesmo eu ligo."

Mas pensei que não fosse ligar. Não é nada. Deve ser coisa da minha cabeça... e essa ansiedade que não me deixa dormir de novo. Fiquei alguns minutos na cama, pensando, pensando, com uma preguiça enorme de tirar a roupa, entrar embaixo do chuveiro, secar, tentar voltar a dormir... pra nada? Acho que não é nada... que preguiça de levantar.
Passei uns 20 min nessa enrolação. Senti uma gosminha saindo lá embaixo, levantei correndo (até esqueci da preguiça.. rsrsrs) e fui até o banheiro constatar: - Era o tampão!
Gosminha transparente com um pouco de sangue. 

"Fui no banheiro e saiu o tampão. Mas ainda não tomei o banho." Avisei no grupo. 
Ela me pediu para observar durante 30 min, no chuveiro, se as contrações continuavam. 
Resolvi acordar o Rafael. Acho que agora a coisa ficou séria. Falei pra ele das contrações, do tampão, do grupo no whatsapp e do banho que eu deveria tomar, mas que tava com preguiça e tal, que achava que não era nada. 
"E ela respondeu o whatsapp de madrugada?"
Acho que ele nem ouviu a parte que eu achava que não era nada e segundos depois eu já estava embaixo do chuveiro e ele contando o intervalo das contrações. O que era difícil, pois debaixo do chuveiro as contrações pareciam quase sumir. 

Às 04:37 hs, ele entra no grupo: "Já tem 15 min de chuveiro, contrações em 4 min."
"Ok, estou indo" Disse a parteira.
"Niiiiiice. ;)"
"Iiiiiiiiit's time" (igual no UFC!)
"Hehehehe"

Voltou ao banheiro:
- Elas estão vindo!
- Mas você disse que eu acho que não é nada? Que não dói muito? Que não dura muito?
- Sim, e elas estão vindo!

Bem, pode ser que eu esteja em trabalho de parto mesmo. Fiquei ali no chuveiro mais um pouquinho, maravilhada com a possibilidade: "Meu Deus, ela vai nascer hoje..."
Saí do chuveiro. Comecei a catar os brinquedos da Anastácia que estavam espalhados pela sala. Troquei a toalha da mesa da cozinha. Pedi para o Rafael dar uma limpada na garagem. Por alguns instantes até esqueci que estava em trabalho de parto. Confesso que segunda feira não é o melhor dia, quando o quesito é arrumação da casa, e eu tenho TOC... rsrsrs.

As 5hs, a Ana Cyntia já estava casa a dentro, e uns 10 min depois a Iara também. Ao chegar o primeiro e único toque durante todo o trabalho de parto: 4 a 5 cm de dilatação, mas a Pérola ainda estava um pouco "alta". 
Às 6 hs, mais ou menos, avisamos a Ana Amélia, minha cunhada, de que o trabalho de parto tinha começado. Por intuição, ela havia acordado às 4 hs com a certeza de que a Pérola nasceria naquele dia, e então, só aguardava nossa ligação... Como a Anastácia estava dormindo ainda combinamos que se precisasse ligaríamos mais tarde. 
Rafael quebrava a cabeça para encher a piscina, que veio faltando uma peça. E as meninas já colocavam as panelas com água para ferver. 
As contrações em intervalos de 4 min, porém quase não doíam, pareciam uma cólica bem leve... toda aquela movimentação na casa e eu não conseguia imaginar ainda como aquelas dorezinhas sem graça iriam evoluir para um parto...

Continua...





sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Parte 3 de 6 - Relato de Parto Domiciliar - Nascimento da Pérola


Uma das coisas que também nos fez decidir pelo parto em casa, foi incluir nossa filha Anastácia em todo o processo. Depois da euforia de descobrir a gravidez veio aquele medo do novo bebê deixar a Anastácia de lado. Daquele bebê mudar a nossa relação. E para isso queríamos incluir a Anastácia em tudo: explicar para ela sobre a vinda da irmã, participar dos pré-natais e é claro, porque não, do parto!
Queria que ela visse aquele barrigão ir, e o bebê sair, como deve ser, de forma natural. Sempre pensei como deve ser estranho a mamãe sair com um barrigão de casa e voltar depois de um ou dois dias com um bebê nos braços, que a partir daí vai ocupando todos os espaços que antes pertenciam só à criança mais velha.
Penso que vivenciando o parto juntos esse processo de receber um irmão se torna um pouco mais natural e menos difícil para a criança.
E enfim, somos uma família, tão importante quanto a presença do pai e é claro da mãe no parto, deveria ser a presença dos irmãos recebendo essa nova vida. Nós não estaríamos completos sem ela ali.



Setembro havia chegado, e junto dele toda a ansiedade para a chegada da Pérola.
Há alguns dias eu já respondia a pergunta: "Vai nascer quando?", com "- Há qualquer momento!"... apesar de ninguém ficar satisfeito com essa resposta.
Aprendemos a controlar tudo no mundo, e o nascimento é só mais uma dessas coisas. Só quem espera pelo parto normal, sabe o que é entregar todo esse controle nas mãos da natureza e simplesmente: esperar... E para mim em particular, que adoro planejar e controlar, isso sempre foi um aprendizado e tanto, desde o nascimento da nossa primeira filha.

Eis que chegamos a 37 semanas de gravidez e recebemos a lista de material para o parto em casa. E eu que achei que era só chegar em casa e parir! O material era simples: panos de chão, toalhas, plastico para a cama, piscina, mangueira, aquecedor, tapetes higiênicos, panelas e gás para esquentar água, absorvente, dentre tantas outras coisas. Isso sem contar todo o material que as enfermeiras trazem no dia, lanterna, monitor fetal para verificar os batimentos cardíacos do bebê durante o trabalho de parto, material de sutura, material de emergência para o bebê,  e etc.
Aos poucos fomos providenciando tudo que cabia a nós e organizando tudo numa caixa para o momento do parto. E essa dica foi valiosa, pois com tudo organizado na hora do parto em si não precisei me preocupar com mais nada, só em vivenciar a dor e parir. Além disso, as enfermeiras fazem uma visita domiciliar com 36 semanas em que junto com os pais pensam onde armar a piscina inflável, como levar água quente, como manter o ambiente aquecido e toda a infra-estrutura para o parto.
Enfim, minha casa viraria por algumas horas uma espécie de sala de parto mesmo. Com toda a estrutura necessária para o parto e pós parto*.

Eu já não estava mais trabalhando e no domingo "encerrava" minhas obrigações com o mundo para me dedicar somente à Pérola. Estava ajudando a organizar um festival de tortas beneficente e passei o fim de semana envolvida nisso, andei pelo CEASA, pelo Taguacenter, passei a tarde de domingo sassaricando pelo salão do evento... e acho que tudo isso foi um estímulo para meu corpo começar seu trabalho.
Já havia uma semana que a Pérola estava "encaixada" (fixa na minha pelve), o que me fazia andar igual uma pata, sentar com as pernas abertas e fazer xixi o tempo todo... e tudo isso também já eram sinais de que o parto estava cada dia mais perto.
No sábado eu sentei na poltrona de amamentar, e o Rafael tirou uma foto minha na mesma posição que havíamos tirado há um pouco mais de  2 anos atrás, em 28 de maio de 2012 quando eu estava grávida da Anastácia. Exatamente 2 dias antes dela nascer. Brincamos então, que a história se repetiria, e que dali a dois dias a Pérola devia nascer. Um mês antes o Rafael, durante a consulta, havia "brincado" também com as enfermeiras que a Pérola ia nascer no dia 08 de setembro, porque eu não ia parar quieta durante o festival de tortas e no outro dia deveria entrar em trabalho de parto. "Eu conheço ela..." profetizava ele.

Na noite de domingo quando cheguei em casa eu estava literalmente "acabada"... as pernas e a lombar doíam bastante e fui dormir relativamente cedo (22 hs) para descansar e ver se as dores passavam.
Dormi um sono pesado, até as 02:46hs da madrugada, quando fui acordada por uma dorzinha diferente...
E o dia 08 de setembro nunca mais seria o mesmo para nós.

Continua...


  (*Parto domiciliar planejado é seguro, não é bagunça! rsrsrs... A Organização Mundial de Saúde e a Federação Internacional de Ginecologista e Obstetras respeitam o direito de escolha do local de parto pelas mulheres e reconhecem que, quando assistido por profissionais habilitados, há benefícios consideráveis para as mulheres que querem e podem ter partos domiciliares. A OMS reconhece como profissionais habilitados para prestar assistência ao parto tanto médicos obstetras como enfermeiras obstetras e parteiras e recomenda que as mulheres podem escolher ter seus partos em casa se elas têm gestações de baixo-rico, recebem o nível apropriado de cuidado e formulam planos de contingência para a transferência para uma unidade de saúde devidamente equipada se surgirem problemas durante o parto.)




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Parte 2 de 6 - Relato de Parto Domiciliar - Nascimento da Pérola


"Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber: Que o esplendor da manhã não se abre com faca” - Manoel de Barros


Em abril de 2014, com 18 semanas de gestação durante nossa primeira consulta é que enfim, consegui respirar aliviada: havia encontrado a equipe que atenderia o parto da Pérola. Antes disso eu já havia me consultado com uma médica e uma enfermeira, muito bem indicadas, que também fazem parto humanizado em Brasília, porém ainda vagava em mim o sentimento de estar perdida...

O local era acolhedor, cheirava à um cafézinho recém passado, lembrava a sala de casa, em que se senta no sofá e conta histórias da vida... foi ali que contei sobre os desgostos do meu primeiro parto e durante todo o pré-natal conversamos, papeamos, rimos das tiradas do Rafael, fui medida, pesada, apalpada para sentir a posição do bebê, a Anastácia pode ouvir o coração da irmã, ajudar a desenhar a irmã na barriga, brincar com as bonecas saindo do útero de pano, conversamos com franqueza sobre o parto, sobre as dores, sobre as dúvidas e os medos. Como um verdadeiro pré-natal deve ser, com olhos nos olhos e abraços ao chegar e sair do consultório. Assim, criamos o vínculo e a confiança necessária entre profissionais e pais para confiar e respeitar o tempo da natureza e do nascimento.

Confesso que até antes de mim o Rafael já tinha certeza de que nosso parto seria domiciliar, creio até que antes da Pérola existir dentro de mim. Mas foi em nossa primeira consulta com a Iara e a Ana Cyntia, enfermeiras obstétricas, que essa certeza tomou conta de mim: vamos ter a Pérola em casa.
Para isso seguimos todo o "protocolo" do parto domiciliar planejado, consultas mensais com as enfermeiras e paralelamente com um médico obstetra que fica de back-up caso necessitássemos de transferência para o hospital. E a cada consulta, exame, ultrassom, eu rezava muito para que Deus encaminhasse nossa gestação para atender a todos os critérios do parto em casa*, para o bem da Pérola, para o nosso bem.

Decidimos durante o pré-natal, não comentar com ninguém sobre nossa decisão. Acredito que essa atitude foi muito mais atendendo a um pedido meu do que um desejo do Rafael, pois por ele podíamos gritar aos quatro ventos e peitar todas as opiniões contrárias. No fundo, apesar da minha certeza e confiança na decisão tomada, sabia que muitas pessoas iriam questionar, falar, dar opinião contrária e até nos desestimular a seguir com nossos planos. E eu não queria o desgaste emocional de ter que ficar defendendo isso durante toda a gestação.

Somente no final da gestação, quando eu já entrava nas 37 semanas, é que compartilhamos e recebemos todo o apoio da minha cunhada Ana Amélia, que foi "convocada" a nos ajudar caso precisássemos no dia. Ela ficou de "back-up" principalmente se durante o parto a gente precisasse de ajuda com nossa filha Anastácia, então com 2 anos.

Um dos principais medos que eu tinha durante a gestação, e acho que todo mundo tem, era de não reconhecer que o trabalho de parto tinha começado. No final da gestação a gente sente tantas dorezinhas, tantas contrações de treinamento, que eu tinha medo de não saber diferenciar quando de fato fosse trabalho de parto. Mas, que ingênua, que tola... quando de fato começaram as contrações, eu soube e a natureza agiu para que não houvesse dúvidas. Outro medo constante era de que por ser meu segundo parto, as coisas evoluíssem tão rapidamente que não desse para a equipe chegar a tempo e a gente tivesse que fazer o parto sozinhos. As enfermeiras cansaram de me dizer que isso nunca havia acontecido com elas, mas deram as orientações necessárias ao Rafael, sobre as primeiras providências com mãe e bebê caso isso ocorresse. Agora eu sei porque isso nunca aconteceu com elas: não esperaram nem eu ter certeza do trabalho do parto e já disseram "Estou indo". Mesmo estando de madrugada, mesmo que fosse para ir a toa e que fosse um alarme falso, elas rapidamente estavam aqui na garagem, puxando casa à dentro as malas de rodinhas com todo o material para o parto.

Continua...

*De maneira geral, os critérios são ter uma gestação de baixo risco: estar a termo, entre 37 e 42 semanas, bebê cefálico (de cabeça para baixo), não ter pressão alta, diabetes gestacional e etc.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Parte 1 de 6 - Relato de Parto Domiciliar - Nascimento da Pérola


Se é pra falar do parto da Pérola, vamos começar do início. Vamos começar falando do nascimento da Anastácia, nossa primeira filha. Sim, pois foi lá que todos os caminhos começaram a ser traçados para que chegássemos até aqui.

Foi lá em 30 de maio de 2012, que me tornei mãe, foi lá que tive minha primeira experiência com gestar, parir... dar a luz à minha primogênita!
Foi nesse dia inundado de ocitocina, minha e sintética, que passamos de forma tão ingênua por uma experiência que deveria ter sido tão mais grandiosa. Sim, eu acreditei na Ginecologista Obstétrica fofinha do plano de saúde, ela que nunca sequer tocou minha barriga direito, que nunca conversou comigo sobre trabalho de parto, contrações, círculo de fogo, melhores posições para o parto... eu acreditei em sua boa vontade e suas informações vagas sobre o parto normal.

Assumo também minha parcela de "culpa", se é que posso colocar essa palavra nesse texto. Pois me informei sim, dentro do que me foi oferecido à época, porém não o suficiente para ter um experiência de parto humanizado. Não faz muito tempo, mas àquela época ainda não se ouvia de forma tão democrática sobre parto humanizado, não havia ainda o documentário "O Renascimento do Parto", eu nem sabia o que era uma doula, não se via tão frequentemente como hoje nas redes sociais vídeos e fotos de partos domiciliares belíssimos.. e eu sequer sabia da existência dessa "opção".

E foi assim que caí nas mãos da médica da emergência, na ocitocina sintética, no soro, no jejum absoluto, na manobra kristeller, na episiotomia, na cardiotocografia "desnecessária", na ultrassonografia em plenas contrações para verificar circular de cordão,  na separação da minha filha de mim por uns 40 min, no colírio de nitrato de prata na Anastácia.. enfim o pacote completo de intervenções desnecessárias.

E foi apesar de tudo, o meu parto normal, com tudo o que tinha que ser para que pudéssemos parar e refletir sobre o nascimento.

E foi acima de tudo, o nascimento da minha primeira filha, a alegria de pegá-la nos braços, de sentí-la, beijá-la, acreditar ser capaz, de ser mãe, de parir, de me permitir e viver essa nova fase da vida intensamente.

E foi assim que em 13 de janeiro de 2014, quando recebemos a confirmação da gestação da Pérola em meu ventre que começamos a desenhar os caminhos de nossa história que nos fizeram chegar até o Parto Domiciliar Planejado.

E dessa vez a história não teria "mas..", não teria "apesar de...", não acabaria com "no final o que importa, é que deu tudo certo.".
Queríamos escrever uma história muito mais bonita, mais clara, mais empoderada, sem as vírgulas, reticências e as dúvidas que ficaram após o parto de nossa primeira filha.
E enfim, vivemos nós 4, Eu, Rafael, Anastácia e Pérola essa experiência belíssima que começo a contar aqui.



Continua...

(nos intervalos entre uma mamada e outra, uma fralda suja e um resmungo de fome...)





sexta-feira, 16 de maio de 2014

Para Pérola



Minha filha, quando se tem um nome diferente é muito comum as pessoas perguntarem porque seus pais lhe escolheram esse nome. Assim como sua irmã Anastácia, você também tem muitas histórias para contar, sobre os belos significados que seu nome traz.
Então, após uma rápida pesquisa no Google, senta que lá vem a história!


Pérola (Jóia)

Uma pérola (também designada por margarita) é um material orgânico duro e geralmente esférico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como vermes ou grãos de areia. É valorizada como gema e trabalhada em joalharia. As pérolas também podem ser obtidas de forma artificial, através de cultivo, para isso, insere-se no interior da ostra perlífera, entre o manto e a concha, um objeto minúsculo, causando uma pequena inflamação. É o envolver desse objeto com sucessivas camadas de madrepérola que forma a pérola. As pérolas podem durar até 150 anos. As pérolas de melhor qualidade encontram-se no Golfo Pérsico (pérola do oriente). Existe também produção na Índia e Sri Lanka, na Austrália, no Taiti. As pérolas cultivadas são produzidas em larga escala no Japão.
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade, um exemplo disso foi o facto de no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido pelas suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília, uma pérola no valor de seis milhões de sestércios. Também o general romano Vitélio, estando cheio de dividas, roubou um brinco de pérola à sua mãe, para poder financiar o seu regresso ao exército


História A Lição da pérola: Uma areia na vida da ostra

Lá no fundo do oceano, uma ostra abriu bem a sua concha para deixar a água passar através dela. Da água que passava suas guelras extraíam o alimento que a seguir iam para o estômago. De repente, um peixe grande ali perto levantou uma nuvem de areia e lodo com um movimento do seu rabo. Areia?! Oh, como a ostra detestava areia. Era áspera e fazia sua vida muito desagradável e desconfortável, era um grande incômodo sempre que entrava na sua concha. Rapidamente a ostra se fechou, mas tarde demais. Um grãozinho duro e saibroso tinha entrado e se alojado no interior da ostra. Puxa, como aquele grãozinho de areia incomodava!

Mas quase que imediatamente as glândulas especiais que Deus lhe havia dado para revestir o interior da sua concha começaram a produzir uma substância para cobrir o grão de areia irritante com uma linda camada macia e brilhante. A cada ano que passava, a ostra acrescentava mais camadas sobre o grãozinho de areia, até que por fim havia produzido uma grande pérola reluzente e de grande valor.

Às vezes, os problemas que temos se assemelham um pouco a esse grãozinho de areia. Eles nos incomodam e nos perguntamos por que será que temos que passar por esse incômodo e inconveniência. Mas se permitirmos, Deus, com a Sua graça, começa a transformar os nossos problemas e fraquezas em algo precioso.

Como bênçãos disfarçadas, o Senhor logo pega esses grãozinhos ásperos de areia na nossa vida e os transforma em pérolas preciosas de força e poder, e eles se transformam em esperança e inspiração para muitos. Essa é a lição que a Pérola nos traz: o poder que temos de transformar tudo a nossa volta em algo belo e precioso.


Pérola (cidade)

Pérola é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada é de 12.000 habitantes.
Criado através da Lei Estadual nº 5395, de 14 de setembro de 1966, e instalado em 6 de dezembro de 1968, foi desmembrado do Município e Comarca de Xambrê, a 30 km de Pérola.
O Município recebe o nome de Pérola devido a grata homenagem que é feita a Sra. Pérola Ellys Byington, Matriarca da Companhia Byington, colonizadora do Município.
Pérola já teve em seus 45 anos de municipalidade 11 prefeitos no poder. O prefeito Claiton Cleber Mendes (2005/2008 e reeleito para o cargo 2009/2012)foi eleito com 28 anos, sendo o prefeito mais jovem a ocupar a cadeira de prefeito e o primeiro dos 11 com naturalidade perolense, portanto, o primeiro "filho da terra" no poder desde a fundação do Município.


A NOSSA História!

Em 2013, quando sua existência ainda era um doce sonho em nossas mentes, essa música embalou por muitas vezes nossas “viagens” de carro, ainda que a maioria delas tenham sido somente da casa para o trabalho mesmo. E em grande parte de 2013 essa viagem nem era entre a nossa casa mesmo e de fato, pois ela estava em reforma e nesse período ficamos como nômades entre a casa do Tio André e do Tio Fefé. Começamos a ouvir ainda mais essa música depois de ir ao show do Natiruts, numa noite deliciosa em que nos divertimos muito. Aí um dia assim, de repente, entre uma música e outra do Natiruts, seu nome começou a ecoar em nossas mentes, tão ao mesmo tempo em mim e em seu pai que ainda brigamos para saber quem de fato escolheu seu nome. Eram os planos de Deus para seu nascimento pedindo para serem cumpridos com urgência. Espero que goste da música e do doce significado que ela teve para nós, nos inspirando a marcar para sempre seu nome em nossas vidas. Tenho certeza que sua vinda só nos fará ter mais vontade de cantar e voar... “É tanta paz que dá vontade de cantar, É tanto amor que dá vontade de voar...”


Glamour Tropical 
(Alexandre Carlo)

Quero estar a todo instante
Em teu calor contagiante
Pé na areia, água-viva
Esse mar é energia

Coração fica gigante
Paisagem estonteante
Cheiro de flor, alegria
Mil sorrisos, pura vida

Pensamentos tão distantes
Lindos olhos de brilhante
Colorida luz do dia
Seja como for, seja aonde for

É tanta paz que dá vontade de cantar
É tanto amor que dá vontade de voar
É isso tudo que devemos preservar
Por favor faça agora, não é tempo de esperar...

Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo

terça-feira, 25 de março de 2014

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Me desculpem



Me desculpa gente, mas não sou mais a mesma.
Percebi esses dias e preciso confessar para vocês, eu mudei.
Foi tão rápido, que eu nem percebi, nem pude evitar.
Acho que raramente conseguirei chegar no horário combinado. Não vou ter lido o ultimo livro de que vocês estão falando. E nem vi o ultimo episódio daquela série da HBO. Aliás, nem lembro mais qual é o numero deste canal. Em algum momento minha TV foi parar na Discovery Kids.
Me desculpem, algumas vezes terei que ir embora depois que prometer "Se você fizer isso de novo a gente vai embora". Sim, eu queria terminar o prato. Sim, eu queria terminar a conversa. Mas mesmo assim eu vou ter que ir.
Me perdoem se os meus assuntos as vezes se repetem, dêem um desconto se eu contar pela milésima vez sobre o dia do parto.
Me desculpem se vez ou outra eu aparecer com a blusa vomitada. Ou se eu insistir para ir naquele restaurante que tem brinquedoteca.
Vai ter vezes que vou fazer "sshhhhiiii" bem no meio daquela historia legal que você estava contando empolgado. Não me levem a mal. 
Outras eu vou avisar em cima da hora que não vou, por causa de uma febre que apareceu assim do nada.
Me desculpem o cansaço, as olheiras, o cochilo que dei no meio daquele filme super legal que a gente foi ver no cinema.
Eu mudei, a vida mudou. E isso não é ruim, é até muito melhor do que parece para quem vê de longe.
As vezes até tento tocar minha vida daqui, mas meu coração insiste sempre em ficar lá. Com ela.

Agda Y.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Blogs maternos que leio!

Essa tal de blogosfera materna é grande e diversificada.
Tenho alguns "clássicos" dos quais não vivo sem, me emociono com cada conquista e parece que até somos amigas íntimas... rsrsrs... se eu topar com uma delas na rua é capaz de eu dar um abraço e perguntar: - e aí, como vc está?

Segue abaixo os links, muitos deles você já pode ver aí na lista ao lado, que precisa ser atualizada!

Manual da Família Moderna
Potencial Gestante
Super Duper
Conselhos de Mãe
Carol e suas baby-bobeiras
Vestida de Mãe
Quando eu virei mãe
Look Bebê




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Entenda: não é sobre você que escolheu uma cesárea eletiva


Você mulher, mãe, que teve uma cesariana (necessária ou não) quando teve seu(s) bebê(s), antes de mais nada queria lembrar que nós sabemos que você é uma mãe maravilhosa, competente, amorosa e tão boa quanto qualquer outra mãe boa. A via de parto não nos faz mais ou menos mães, mais ou menos mulheres, mais ou menos seres humanos. Eu tive uma cesariana há 15 anos, um parto normal há 12 anos, e me considero uma mãe boa o suficiente para ambos. E não amo um mais que outro.

Mas minha amiga, quando você ler uma mulher dizendo “O parto normal me fez mais mulher” ela não está dizendo que a tua cesárea te faz “menos mulher”. Ela quer dizer que o parto fez ela se sentir mais mulher do que ela se sentia antes, ou de que ela se sentia se ela tivesse feito uma cesariana. Ela não está criticando você ou as suas escolhas. Ela está comemorando suas próprias conquistas, só isso!Quando ela diz “quando eu dei à luz, eu me senti muito mulher, muito feminina, muito poderosa” ela não está dizendo que a gente, por ter feito cesariana, é menos mulher, menos feminina, menos poderosa. Ela está falando só dela, não da gente, entendeu?

Concordo que se ela entrar em qualquer terreno seu, e se dirigir a você como uma pessoa inferior, daí não tem jeito mesmo, a pessoa está sendo estúpida. Mas em geral não é isso que a gente vê. Eu não costumo ver mulheres “cesareadas” como nós, sendo acusadas de sermos mães de pior qualidade. A cesariana no Brasil já é uma realidade, eu e você fazemos parte da maioria esmagadora! Ela, a sua amiga que quis e/ou teve um parto bacana, ela é pequena minoria e apenas está feliz por ter conseguido atingir seu sonho.

Todos esses movimentos que a mulherada está fazendo pelo direito ao parto natural, direito ao parto em casa, não dizem respeito a você e às suas escolhas. Elas dizem respeito a elas! Em nenhum cartaz ou fala você verá escrito “Proíbam as cesarianas, proíbam as escolhas pelas cesarianas, proíbam as mulheres de optarem pelas cesarianas, não queremos mais cesáreas que salvem vidas“. Essas mulheres querem que todas as mulheres tenham a chance de experimentar o que elas viveram, caso elas assim o desejem. Nunca ninguém desejou que o parto normal, ou natural, ou domiciliar, venha a ser algo obrigatório.

Por outro lado, uma coisa é certa: quando essas mulheres “xiitas” veem um relato de cesariana onde a mãe disse que fez a cirurgia salvadora porque tinha pouco líquido, ou cordão no pescoço, ou pé na costela, elas comentam mesmo, elas falam que isso não é indicação de cesariana. Você também chiaria se alguém fosse fazer uma cirurgia de varizes preventiva porque um dia vai que aparece uma variz, então é melhor operar. Cirurgias desnecessárias são uma questão importante em termos de saúde pública.

Só que, amiga, entenda, ela não está dizendo que você é uma mãe inferior! Ela está dizendo que seu médico fez uma cirurgia que não era necessária, só isso. Em nenhum momento ela está te julgando incompetente por ter aceitado a cirurgia proposta pelo seu médico, ainda mais com essa ameaça de que o bebê vai morrer ou sofrer. Em outras palavras, ela apenas está dizendo que sua cesariana não teria sido feita em nenhum país onde a saúde é levada a sério. Só no Brasil se opera com essas desculpas, e daí chegamos nos 94% do Hospital Santa Joana, por exemplo. A questão é de população, não de você.

Via de parto é apenas isso: via de parto. Não diz nada de qualidade de maternagem. Suas amigas “xiitas do parto natural” sabem que você é uma boa mãe. Também sabem que o parto normal não garante uma boa mãe (e vice versa). Não se ofenda quando você ler um post no perfil da sua amiga dizendo: “Eu quero ter direito à escolha“. Ela está falando apenas dela, e não de você.

Quando você se sentir enraivecida com essas notícias, posts, relatos e matérias sobre parto normal, natural etc., olhe para dentro de você e tente entender porque é que você ficou tão brava, tão chateada, tão mexida. Eu já fiz esse exercício diversas vezes e descobri coisas incríveis. Não perca essa oportunidade.

Palavra de Parteira!
* Ana Cristina Duarte é obstetriz, ativista do movimento de Humanização do Parto e mãe de Julia e Henrique.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Uma pitada de realidade


Esses dias pensei muito sobre as fantasias da maternidade, sobre essas mães que dizem que a vida só passou a fazer sentido depois de ter virado mãe (oi?)... e que então “descobriram o amor verdadeiro” e blá blá blá.

Esses dias vi uma filha-adolescente dizer que não tinha pedido pra nascer. E que “não quero que você seja minha amiga” para a pobre mãe-desconsolada, que abarrotou a cabeça de expectativas sobre a tal filha a vida inteira.

Esses dias chorei escondida com medo do dia em que minha própria filha vai ter vergonha de mim e vai bater a porta do quarto na minha cara. Será?

E esses dias eu me abracei a ela, beijei ela todinha, e deixei ela ficar batendo com o brinquedo na minha cara achando graça disso tudo. Fiquei observando seu pezinho futucando minha cara enquanto eu tentava esticar a soneca da manhã e ela não estava mais afim de dormir.

A sociedade louca me fez acreditar que eu podia abraçar o mundo inteiro de uma só vez, e agora eu me vejo me culpando por falhas banais. Me disseram que todas nós somos mulher-maravilha, uma profissional pró-ativa, que cumpre os horários, uma dona de casa impecável, que garante que a casa esteja limpa, a roupa passada e a comida quentinha no forno, uma esposa/amante/quente/atenciosa e ainda uma mãe doce, calma, que senta no chão para brincar, não dá comida industrializada e não hipnotiza a criança com programas de TV e ainda está sempre linda, penteada e sorridente.

E na prática eu percebo que no dia em que me desgasto no trabalho, sou uma péssima esposa que não consegue nem estabelecer um diálogo saudável em família. E no dia em que sou uma ótima esposa/atenciosa/amante, não consigo dormir cedo, o que significa que no outro dia ficarei como uma sonâmbula no trabalho. E no dia em que fui uma mãe impecável que brincou no chão, no sofá, na rede, na caixa de brinquedos, deixei todas as coisas sem arrumar e no outro dia vou me atrapalhar toda e chegar atrasada ao trabalho.

Enfim, não dá.

Por isso já desisti de abraçar esse tal mundo e me contento em tentar ser uma boa esposa e criar crianças saudáveis, adultos confiantes, educados e que terão carreiras promissoras. Será que dá? Porque no meio de tudo isso ainda tem que caber mais alguns filhos. Dane-se o resto.

Acho que isso é o que me importa agora. Depois eu penso no tal do mestrado, doutorado e salvar as criancinhas da África.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Festa Infantil: Monster high

Hoje trago uma linda decoração de aniversário colocado pelo site Mães à Obra. 
O tema está na moda entre as meninas: Monster High.
A decoração é de uma festa em casa. A decoração é claro é todo na cor do tema: rosa pink e preto! E tudo ficá muito feminino com essas cores e pode até ficar muito delicado, com uma decoração bem minimalista.

A mesa está linda com estes balões ao fundo.


As lembrancinhas foram kits de beleza para meninos e meninas: tinha esmalte, lixa, algodão para meninas e gel para cabelo para os meninos. Ótimas ideias para crianças maiores.

Mesa do bolo

Torre de pirulitos!

Os personalizados dão um toque especial!



Cones muito fáceis de serem feitos até mesmo em casa, nas cores da festa e recheados de marshmallow





Toalhas e guardanapos nas cores do tema!
Do site: Mães à Obra