Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mostrando postagens com marcador no particular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador no particular. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Para Pérola



Minha filha, quando se tem um nome diferente é muito comum as pessoas perguntarem porque seus pais lhe escolheram esse nome. Assim como sua irmã Anastácia, você também tem muitas histórias para contar, sobre os belos significados que seu nome traz.
Então, após uma rápida pesquisa no Google, senta que lá vem a história!


Pérola (Jóia)

Uma pérola (também designada por margarita) é um material orgânico duro e geralmente esférico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como vermes ou grãos de areia. É valorizada como gema e trabalhada em joalharia. As pérolas também podem ser obtidas de forma artificial, através de cultivo, para isso, insere-se no interior da ostra perlífera, entre o manto e a concha, um objeto minúsculo, causando uma pequena inflamação. É o envolver desse objeto com sucessivas camadas de madrepérola que forma a pérola. As pérolas podem durar até 150 anos. As pérolas de melhor qualidade encontram-se no Golfo Pérsico (pérola do oriente). Existe também produção na Índia e Sri Lanka, na Austrália, no Taiti. As pérolas cultivadas são produzidas em larga escala no Japão.
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade, um exemplo disso foi o facto de no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido pelas suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília, uma pérola no valor de seis milhões de sestércios. Também o general romano Vitélio, estando cheio de dividas, roubou um brinco de pérola à sua mãe, para poder financiar o seu regresso ao exército


História A Lição da pérola: Uma areia na vida da ostra

Lá no fundo do oceano, uma ostra abriu bem a sua concha para deixar a água passar através dela. Da água que passava suas guelras extraíam o alimento que a seguir iam para o estômago. De repente, um peixe grande ali perto levantou uma nuvem de areia e lodo com um movimento do seu rabo. Areia?! Oh, como a ostra detestava areia. Era áspera e fazia sua vida muito desagradável e desconfortável, era um grande incômodo sempre que entrava na sua concha. Rapidamente a ostra se fechou, mas tarde demais. Um grãozinho duro e saibroso tinha entrado e se alojado no interior da ostra. Puxa, como aquele grãozinho de areia incomodava!

Mas quase que imediatamente as glândulas especiais que Deus lhe havia dado para revestir o interior da sua concha começaram a produzir uma substância para cobrir o grão de areia irritante com uma linda camada macia e brilhante. A cada ano que passava, a ostra acrescentava mais camadas sobre o grãozinho de areia, até que por fim havia produzido uma grande pérola reluzente e de grande valor.

Às vezes, os problemas que temos se assemelham um pouco a esse grãozinho de areia. Eles nos incomodam e nos perguntamos por que será que temos que passar por esse incômodo e inconveniência. Mas se permitirmos, Deus, com a Sua graça, começa a transformar os nossos problemas e fraquezas em algo precioso.

Como bênçãos disfarçadas, o Senhor logo pega esses grãozinhos ásperos de areia na nossa vida e os transforma em pérolas preciosas de força e poder, e eles se transformam em esperança e inspiração para muitos. Essa é a lição que a Pérola nos traz: o poder que temos de transformar tudo a nossa volta em algo belo e precioso.


Pérola (cidade)

Pérola é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada é de 12.000 habitantes.
Criado através da Lei Estadual nº 5395, de 14 de setembro de 1966, e instalado em 6 de dezembro de 1968, foi desmembrado do Município e Comarca de Xambrê, a 30 km de Pérola.
O Município recebe o nome de Pérola devido a grata homenagem que é feita a Sra. Pérola Ellys Byington, Matriarca da Companhia Byington, colonizadora do Município.
Pérola já teve em seus 45 anos de municipalidade 11 prefeitos no poder. O prefeito Claiton Cleber Mendes (2005/2008 e reeleito para o cargo 2009/2012)foi eleito com 28 anos, sendo o prefeito mais jovem a ocupar a cadeira de prefeito e o primeiro dos 11 com naturalidade perolense, portanto, o primeiro "filho da terra" no poder desde a fundação do Município.


A NOSSA História!

Em 2013, quando sua existência ainda era um doce sonho em nossas mentes, essa música embalou por muitas vezes nossas “viagens” de carro, ainda que a maioria delas tenham sido somente da casa para o trabalho mesmo. E em grande parte de 2013 essa viagem nem era entre a nossa casa mesmo e de fato, pois ela estava em reforma e nesse período ficamos como nômades entre a casa do Tio André e do Tio Fefé. Começamos a ouvir ainda mais essa música depois de ir ao show do Natiruts, numa noite deliciosa em que nos divertimos muito. Aí um dia assim, de repente, entre uma música e outra do Natiruts, seu nome começou a ecoar em nossas mentes, tão ao mesmo tempo em mim e em seu pai que ainda brigamos para saber quem de fato escolheu seu nome. Eram os planos de Deus para seu nascimento pedindo para serem cumpridos com urgência. Espero que goste da música e do doce significado que ela teve para nós, nos inspirando a marcar para sempre seu nome em nossas vidas. Tenho certeza que sua vinda só nos fará ter mais vontade de cantar e voar... “É tanta paz que dá vontade de cantar, É tanto amor que dá vontade de voar...”


Glamour Tropical 
(Alexandre Carlo)

Quero estar a todo instante
Em teu calor contagiante
Pé na areia, água-viva
Esse mar é energia

Coração fica gigante
Paisagem estonteante
Cheiro de flor, alegria
Mil sorrisos, pura vida

Pensamentos tão distantes
Lindos olhos de brilhante
Colorida luz do dia
Seja como for, seja aonde for

É tanta paz que dá vontade de cantar
É tanto amor que dá vontade de voar
É isso tudo que devemos preservar
Por favor faça agora, não é tempo de esperar...

Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo

terça-feira, 25 de março de 2014

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Me desculpem



Me desculpa gente, mas não sou mais a mesma.
Percebi esses dias e preciso confessar para vocês, eu mudei.
Foi tão rápido, que eu nem percebi, nem pude evitar.
Acho que raramente conseguirei chegar no horário combinado. Não vou ter lido o ultimo livro de que vocês estão falando. E nem vi o ultimo episódio daquela série da HBO. Aliás, nem lembro mais qual é o numero deste canal. Em algum momento minha TV foi parar na Discovery Kids.
Me desculpem, algumas vezes terei que ir embora depois que prometer "Se você fizer isso de novo a gente vai embora". Sim, eu queria terminar o prato. Sim, eu queria terminar a conversa. Mas mesmo assim eu vou ter que ir.
Me perdoem se os meus assuntos as vezes se repetem, dêem um desconto se eu contar pela milésima vez sobre o dia do parto.
Me desculpem se vez ou outra eu aparecer com a blusa vomitada. Ou se eu insistir para ir naquele restaurante que tem brinquedoteca.
Vai ter vezes que vou fazer "sshhhhiiii" bem no meio daquela historia legal que você estava contando empolgado. Não me levem a mal. 
Outras eu vou avisar em cima da hora que não vou, por causa de uma febre que apareceu assim do nada.
Me desculpem o cansaço, as olheiras, o cochilo que dei no meio daquele filme super legal que a gente foi ver no cinema.
Eu mudei, a vida mudou. E isso não é ruim, é até muito melhor do que parece para quem vê de longe.
As vezes até tento tocar minha vida daqui, mas meu coração insiste sempre em ficar lá. Com ela.

Agda Y.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Uma pitada de realidade


Esses dias pensei muito sobre as fantasias da maternidade, sobre essas mães que dizem que a vida só passou a fazer sentido depois de ter virado mãe (oi?)... e que então “descobriram o amor verdadeiro” e blá blá blá.

Esses dias vi uma filha-adolescente dizer que não tinha pedido pra nascer. E que “não quero que você seja minha amiga” para a pobre mãe-desconsolada, que abarrotou a cabeça de expectativas sobre a tal filha a vida inteira.

Esses dias chorei escondida com medo do dia em que minha própria filha vai ter vergonha de mim e vai bater a porta do quarto na minha cara. Será?

E esses dias eu me abracei a ela, beijei ela todinha, e deixei ela ficar batendo com o brinquedo na minha cara achando graça disso tudo. Fiquei observando seu pezinho futucando minha cara enquanto eu tentava esticar a soneca da manhã e ela não estava mais afim de dormir.

A sociedade louca me fez acreditar que eu podia abraçar o mundo inteiro de uma só vez, e agora eu me vejo me culpando por falhas banais. Me disseram que todas nós somos mulher-maravilha, uma profissional pró-ativa, que cumpre os horários, uma dona de casa impecável, que garante que a casa esteja limpa, a roupa passada e a comida quentinha no forno, uma esposa/amante/quente/atenciosa e ainda uma mãe doce, calma, que senta no chão para brincar, não dá comida industrializada e não hipnotiza a criança com programas de TV e ainda está sempre linda, penteada e sorridente.

E na prática eu percebo que no dia em que me desgasto no trabalho, sou uma péssima esposa que não consegue nem estabelecer um diálogo saudável em família. E no dia em que sou uma ótima esposa/atenciosa/amante, não consigo dormir cedo, o que significa que no outro dia ficarei como uma sonâmbula no trabalho. E no dia em que fui uma mãe impecável que brincou no chão, no sofá, na rede, na caixa de brinquedos, deixei todas as coisas sem arrumar e no outro dia vou me atrapalhar toda e chegar atrasada ao trabalho.

Enfim, não dá.

Por isso já desisti de abraçar esse tal mundo e me contento em tentar ser uma boa esposa e criar crianças saudáveis, adultos confiantes, educados e que terão carreiras promissoras. Será que dá? Porque no meio de tudo isso ainda tem que caber mais alguns filhos. Dane-se o resto.

Acho que isso é o que me importa agora. Depois eu penso no tal do mestrado, doutorado e salvar as criancinhas da África.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conselhos para sobreviver à escola


Filha, sei que você é uma menina esperta e vai aprender muita coisa nessa caminhada escolar, mas queria te dar alguns conselhos, baseados é claro nas minhas frustrações e alegrias dessa fase.

Para começar, não se preocupe, vou explicar para sua professora que você gosta de beber bastante água, que você não come mamão e que quando seu dente está nascendo você fica mesmo muito ruim para comer. Vou dizer a ela que você é uma menina tranqüila, e muito sorridente quando está bem. Então, se por ventura alguma vez você estiver chorando, assim à toa, pode procurar que alguma coisa não está bem. Vou explicar que você chupa dedo e dorme de bruços e você não terá problemas quanto a isso.

Filha, eu sou aquela que tinha medo até de responder à chamada e que não gostava de brincadeiras coletivas. Não seja tímida como a mamãe, sob a pena de ter uma única amiga durante todo o ensino fundamental. Sabe... respire! Abra a boca, converse e não tenha medo de ser feliz! Mas também, saiba ficar quieta e prestar atenção à professora quando for a hora, sob o risco de, como eu, ser algumas vezes retirada da sala de aula por conversar demais no ensino médio.

Aproveite, brinque, não fique nunca sozinha na hora do recreio. As amizades da escola, se bem cultivadas, tendem a durar a vida inteira!

Não falsifique a assinatura do seu pai ou da sua mãe no boletim, nós sempre acabamos descobrindo suas más notas ou advertências. Já dizia minha mãe, “mentira tem perna curta”. Não ligue se o seu material ou mochila não é aquele da moda, de marca, com brilhos, que pisca e falta bater palma. Isso não é o mais importante... aos poucos você vai perceber isso.. e vai perceber também que seus amigos se importam mais em correr no pega-pega na hora do recreio do que com o tênis que você está usando.

Parece óbvio, mas quero ressaltar: não coloque bombas no banheiro, não faça bulling, não exclua nenhum coleguinha das brincadeiras, não mate aula, não cole, não jogue ninguém na lixeira, não desobedeça a professora, não copie a tarefa de ninguém... você é suficientemente inteligente para fazer a sua sozinha! Aprenda muito, aprenda tudo... esse é o único legado que eu tenho certeza que posso te deixar: os estudos!

Ufa... será que já foi tudo? Ah, não esqueci... seja feliz querida! Seja muito feliz, se suje, esfole os joelhos na queimada, venha me mostrar seus desenhos e volte para a casa com o tênis sujo e o cabelo todo desgrenhado de tanto brincar! Essa é uma etapa maravilhosa da vida! E trará as melhores recordações da infância... que só não conseguem ser superadas pelas tão esperadas... férias!!!

domingo, 4 de agosto de 2013

14 meses de Anastácia!


Enfim, chegamos aos 14 meses. No início eu pensava em escrever mês a mês o desenvolvimento dela, mas a correria do dia a dia não deixou. Além disso, sou mais de escrever filosofando sobre sentimentos e não consigo ser assim tão prática, para contar nossas coisas do dia a dia.

Mas considerando que esta é também uma forma de registrar um pouco dessa nossa vida de cada dia, me esforço, pois sei que esse blog ao final será um lindo livro sobre nossas vidas!

Então vamos lá, Anastácia no alto dos seus 14 meses é um docinho. E não é porque sou mãe coruja não.

Ela se desenvolveu muito, deu uma esticada, perdeu um pouco as bochechas e a cara de bebê e cada dia mais tem cara de criança. Adora conversar na língua dela, fala o dia inteiro quando estamos em casa, fala com a gente, fala com os brinquedos, com as portas dos armários, enfim.. com tudo! E ninguém entende nada ainda. Praticamente nenhum fonema consciente, ou palavra devidamente construída. Mas expressa suas vontades de forma muito clara, quando quer quer, quando não quer não quer, e dá bem para entender isso.

Em geral, é muito amável com as pessoas, sorridente e tal. Mas também já demonstra seus gostos. Quando chega alguém que ela já é acostumada, ela se abre e joga os braços, os sorrisos e se entrega. Quando não, ela fica olhando assim meio desconfiada e aos poucos vai fazendo amizade... a mesma coisa quando vamos para uma casa diferente, ou saímos para algum restaurante... ela fica observando na dela por um tempo para depois que sentir confiança começar a explorar os espaços e pessoas.

Esse mês ela sairá do berçário em que esteve desde os 6 meses para ir para uma escolinha “maior”, onde atendem toda a educação infantil. Acho que será uma fase de adaptação, pessoas diferentes, amiguinhos diferentes, rotina diferentes. Espero poder dar a ela uma vida escolar tranqüila, em que não precise ficar mudando muito de escola, porque acho isso um saco.

Minha vida inteira estudei na mesma escola, o ambiente me era familiar, aconchegante, desde a diretora, professores e o pessoal da limpeza me conheciam pelo nome. A maioria dos amiguinhos de escola passavam de uma série para outra juntos comigo. E alguns deles ainda estão na minha vida, estiveram no meu casamento, acompanharam com alegria o nascimento da minha primeira filha e estão por aqui nesses ambientes virtuais mantendo esses laços tão antigos. Isso sempre me passou uma estabilidade e tranqüilidade e acho que é essencial para o desenvolvimento escolar. Não deve ser fácil ficar pulando de escola em escola, ter sempre que reconstruir esses laços com o local e as pessoas... por isso peço sempre a Deus a sabedoria de poder escolher um lugar legal para ela. Pretendemos que ela fique nessa escola até a pré-escola e depois acharmos uma escola boa para o primeiro ano em diante.

A Anastácia ainda não anda. Nesse aspecto ela é um pouco “descansada”... rsrsrs... mas ultimamente tenho pensado “vai andar a vida inteira, pra quê pressa??”. Ela já anda apoiada em objetos e já tenta ficar em pé sozinha. E acho que até o fim do mês de agosto ela já deve estar rebolando por aí. 

Há alguns dias atrás ela deu sua primeira birra. Acho que são os famosos “terrible twos” chegando por aqui... Ela aprontou um berreiro, se jogando pra trás, gritando e etecetera só porque eu tirei ela da mesa e levei para o sofá da sala. Não tinha fome, não tinha coco, não tinha sede... nada... era a mais pura birra! Um saco. E nós contornamos como dava, ignorando e tentando conversar e explicar pra ela que não precisava chorar por causa daquilo e que ninguém iria ficar mimando ela porque aprontou aquele berreiro. Depois de uns bons minutos ela ficou ao meu lado no sofá e foi aninhando sua cabeça no meu colo, soluçando de tanto chorar, começou a chupar o dedo e foi se acalmando.

Não sou adepta de nenhuma teoria de como educar filhos, tipo super nanny, ou encantadora de bebês e tal... Acho que aos poucos a gente vai construindo nosso jeito de colocar limites e adestrá-los educá-los. A melhor forma é educar com amor, seguindo um pouco dos nossos instintos... pois no fundo o coração da gente guia nossas ações.

E assim tem sido a vida por aqui.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O melhor presente


O melhor presente do mundo, não é aquele brinquedo que brilha, pisca e anda sozinho. Não é aquela super moto elétrica de oitocentos reais. Nem aquela Barbie que fala, anda, dança balé e faz natação.

O melhor presente do mundo para uma criança, é outra criança para ela brincar! Por isso, peço encarecidamente a todos, inclusive a mim mesma, dê um irmão para seu filho!

Não que eu seja defensora daquelas teses de que filho-único é mimado e não sabe repartir. Acho que isso depende muito mais da criação, da forma como os pais ensinam valores ao filho do que o simples fato dele ser filho-único.

Mas, dar um irmão é dar lembranças únicas. As lembranças mais fortes da infância.

Como daquela vez em que ele te protegeu na escola, ou então que guardou seu lugar no anfiteatro. Ou até mesmo que você se machucou e ele foi te ver na enfermaria da escola. Alguém com quem andar de bicicleta, empinar pipa e fazer cabaninha com as cadeiras da cozinha.

É dar alguém em quem por a culpa de vez em quando. Alguém em quem bater ou puxar o cabelo (faz parte! Rsrsrs) e a quem se abraçar quando estiver com medo.

É acabar de vez com aquela desculpa de que não vai na festa porque não vai ter nenhuma criança lá. Seu irmão vai também!

É dar um amigo que estará presente praticamente 24 hs por dia. E o melhor que pode ir dormir na casa dele todos os dias! E nem precisa ficar pedindo para a mãe dele... Alguém a quem se abraçar caso acorde de um pesadelo e ainda repartir a cama para que ele não tenha mais medo.

Dar um irmão, é dar uma identidade durante o período escolar: - Você conhece a fulana? – Qual fulana? – A fulana irmã da ciclana!

Dar um irmão é dar ao seu filho a possibilidade de ter sobrinhos. Sobrinhos a quem mimar, levar ao cinema e não ter compromisso nenhum!

É dar aos seus futuros netos, a possibilidade de ter primos!

Dar um irmão, é dar um igual, com o qual ele poderá se abraçar no futuro no derradeiro momento de enterrar juntos um pai ou uma mãe. E juntos chorarão essa dor única, e neste momento só um saberá como o outro estará se sentindo, e mais ninguém.

Dar um irmão é ensinar que a vida é muito mais divertida com o outro do que sozinho.

Por isso, esqueça todo aquele enjôo que você sentiu na gravidez, esqueça a dor do parto, as noites a fio sem dormir, as papinhas cuspidas na sua cara durante a introdução aos alimentos, a dor nas costas ao correr a tarde toda atrás da criança no shopping... esqueça tudo isso e força na peruca!

Você, e digo isso para mim também, é capaz de fazer isso por seu filho!

E no final as alegrias da maternidade são tão realizadoras que merecem ser repetidas com louvor! Para honra e glória do Senhor! Amém!

 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Por uma maternidade mais livre!

(Anastácia com cara de: - Hã?!? A culpa é de quem?!?!)
 
Sei que ainda estou começando nesse terreno de maternidade, mas eu tenho uma tese e tenho certeza que todas as mães irão concordar comigo. Contra fatos não há argumentos: ser mãe é conviver cotidianamente com a culpa.

Sim, com a culpa! Essa de quem eu sempre escapei, com quem eu sempre achei que não ia me envolver nunquinha nessa vida. Pois é, sempre tive muito orgulho de ser bem resolvida com minhas decisões e atos... mas depois de ser mãe, essa tal de culpa às vezes consegue um espacinho e entra!

Já começa na gravidez... não pode isso, não pode aquilo... “você engordou 16 kg?”... “vai querer parto normal?”.... “você está tomando coca-cola?”... “você vai viajar com nove meses? E se o bebê nascer no meio da estrada?”... e por aí vai.. por aí foi...

Tomei coca-cola a gravidez inteira, apesar de ter diminuído bastante o consumo, não consegui parar totalmente, mas toda vez que eu pedia uma Coca ouvia um monte, ficava com aquela tal de culpa martelando na minha cabeça. Anastácia nasceu normalzinha da Silva... além disso não há uma só pesquisa que comprove os malefícios da Coca-Cola durante a gravidez, pelo menos não há no Google.. rsrsrs.

Então, por favor, exceto se essa for uma recomendação do obstetra, deixem as coitadas das grávidas tomarem sua coca em paz!

 Junto com o parto vem mais um monte de culpa. Se o parto foi cesáreo, a mulher se culpa por ter tido medo de tentar o normal, sente culpa se não entrou em trabalho de parto, por não esperar o tempo do bebê, sente culpa se o parto não foi humanizado, se o bebê não pode ir ao peito ao nascer, se o leite não desceu... eu já vi mulher se sentir culpada por não ter chorado no parto!! E desde quando é obrigatório chorar? “Ah, mas que insensível, nem chorou...”.

Por favor, me poupem.

Mas não acabou: culpa se o bebê não ganhou peso, se o bebê não dorme a noite inteira, se tem cólicas (você deve estar comendo alguma coisa que está dando cólicas nele!), culpa por se sentir cansada (tem que estar sorridente e realizada sempre!)...

Ah, tem culpa suficiente para os 6 meses de licença-maternidade!

 - Sua filha chupa dedo? Não pode!
- Sua filha ainda não anda? Você não estimula ela?
- Você ainda não conseguiu perder os kgs da gravidez?
- Ele dorme de bruços? Não pode, vai morrer no meio da noite!
- Chupa chupeta? Tira logo, vai ficar com o dente torto!
- Você dá papinha industrializada? Faz mal!
- Congela papinha?? Não pode! Tem que fazer na hora!

E, não se preocupe, acabando a licença-maternidade, você recebe mais um bocado de culpa de presente!

 - Como você tem coragem de deixar que outras pessoas criem seus filhos?
- Você trabalha fora?
- Sim.
- E ele fica o dia todo na escola?
- Sim.
- Ai, que dó!
- Que pena que você tenha que trabalhar…
- Ela fica na creche? Coitada! Vai viver doente!
- E não tem jeito de você ficar com ela?
- Assim é fácil colocar filho no mundo, para os outros criarem!

E deve ter mais um monte de culpa que eu nem conheço e nem quero conhecer!

E sabe de quem é a culpa disso? De nós mesmas, mães e mulheres, dessa patrulha louca que adora comparar um filho com o outro... e sim, infelizmente, às vezes também me vejo sendo cúmplice disso!

E como resolver isso? Não sei! Bem vinda ao maravilhoso mundo da maternidade!

Mas, para começar a achar uma solução para essa triste tese, acho que é essencial reduzir expectativas sobre nós mesmas e sobre nossos filhos... e afinal, relaxar! Ser mãe como dá pra ser, seja chupando o dedo e dando uma papinha industrializada de vez em quando, seja deixando dormir tarde para esperar o papai chegar do trabalho, ou indo dormir na casa da vovó sem culpa para poder fazer um programinha de casal, trabalhando fora se preciso for, dando o peito até quando der... e por aí vai.
 
Enfim, uma maternidade mais livre! É o que desejo para todas nós!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Duas cartas sobre um mesmo ano (afinal, toda história tem dois lados.)

Carta sobre seu primeiro ano

 Hoje, exatamente  às 18:52 hs você completou 1 ano de vida. Exatamente nesse horário cantamos o seu primeiro parabéns, com direito a mãe atrapalhada e olhos marejados de emoção.
Sabe, minha filha, sempre quis ser mãe, mas não tinha noção do que seria ter você em minha vida. Me lembro ainda do ultrassom, com apenas 12 semanas em que me abracei ao seu pai chorando e dizendo “ela é perfeitinha”, meu coração chorava aliviado em ver você se desenvolvendo com saúde.
Preparei cada detalhe da sua chegada, sonhei com você ali naquelas roupinhas, dormindo naquele berço. Seu quarto cheio de passarinhos a voar, lembrando que você tem um ninho sempre aqui para te acolher e proteger, mas que você será livre para voar e fazer suas próprias descobertas (dentro dos limites que sua idade impõe, é claro!)
Quando você nasceu era tão branquelinha, magrelinha e para minha surpresa... tinha muito cabelo! Todos que olhavam diziam que era a “cara da mamãe”. Porém, poucas semanas depois você foi ganhando peso e cor... e ficou cada dia mais a cara do pai! Vai entender a natureza...
Eu, uma mãe recém-nascida, era toda atrapalhada no início, uma confusão de sentimentos, amor, carinho, preocupação, nervosismo. O leite demorou a descer, você demorou a pegar o peito direito, a tal da amamentação foi nosso primeiro desafio juntas. Mas vencemos, e você mamou exclusivamente até os 6 meses.
Com dois meses você já ensaiava os primeiros sorrisos para mim, com três meses começou a chupar o dedo e dormir a noite inteira, com quatro se sentou pela primeira vez. Logo vieram os primeiros dentes, acompanhados de dias chatos de febre e choro, chegando à 8 lindos dentinhos no alto dos seus um ano de idade. Com nove meses começou a engatinhar e já está ensaiando os primeiro passos.
Sabe, você é um bebê tranqüilo, alegre e simpática com todos. Está sempre sorrindo, dando aquela sua gargalhada tão original. Se esconde entre as mãos logo de manhã querendo brincar de “achou”. A noite, após uma mamadeira quentinha, deita no berço e fica chupando o dedo até o sono chegar. E nos dias em que o sono não chega, eu acalento você em meu peito até que você durma.
Você gosta de assistir ao DVD da Galinha Pintadinha, dançando e batendo palmas alegremente. Tem a mania de morder a língua. Gosta de sentar no chão da sala e fica curiosa mexendo nos brinquedos, encaixando as peças, e nanando as bonecas. Antes de um ano você já “largou o peito” por vontade própria e logo se adaptou a um mamá bem quentinho antes de dormir. Faz bico quando brigo com você porque jogou alguma comida no chão, normalmente banana ou bolacha. Um bico tão lindo que dá vontade de rir...
Aos 11 meses você conheceu o mar. No primeiro dia você adorou as ondas que chegavam nos seus pés, engatinhou na areia e ficou batendo as mãos na espuma das ondas. No segundo dia você levou seu primeiro caldo, foi “batizada” pela mãe natureza... Que viagem boa... você não queria sair da água, às vezes só se entregava ao cansaço quando já estava cochilando na bóia. Se mostrou uma excelente companheira de viagem, se divertiu e estava sempre tranqüila e disposta.
Minha filha, só tem um ano que você está aqui e é tão difícil imaginar a vida sem você... como é bom te conhecer a cada dia, descobrir seus gostos, seu jeitinho de ser.

Feliz aniversário minha pequenininha, que você continue a crescer com muita saúde! Juízo, heim?
 
_______________________________________________
 

Carta sobre meu primeiro ano

 Hoje, exatamente  às 18:52 hs você completou 1 ano de vida. Exatamente um ano atrás eu não imaginava ainda o que era isso, o que era ser mãe. Era eu, uma mãe recém-nascida perdida no meio de tantas emoções. A alegria de ter conseguido o tão desejado parto normal. E a frustração do leite que não desceu no primeiro dia. E não desceu no segundo dia, nem no terceiro, nem no quarto... só lá pelo seu quinto dia de vida é que o tal do leite “desceu”. Enquanto isso você mamava e chorava, e bebia NAN na colher... e eu me desmanchava em lágrimas com as rachaduras no peito.
Como era bom olhar você dormindo, sentir seu cheirinho doce... Já sinto saudades de ter um bebezinho frágil nos braços. E quase não me lembro mais como era aquele chorinho de recém-nascido pela casa. Como era difícil ouvir seu choro e não saber o que era. Como era desesperador isso de ser mãe. Não dormia direito, não comia direito. Todas as vezes que eu me sentava para almoçar, lá vinha o seu chorinho me chamar à tarefa de ser mãe. Era fome? Era xixi? Era sono? Era colo? Era frio? Era calor?... Meu Deus, quantas possibilidades... se não era nada, então devia ser cólicas! Então lá vai massagem, movimento com as pernas, banho quente... Mas no fundo acho que aquele choro era a dor de mudar. Mudar dói, sair de um útero quentinho, vir para o mundo, ter que aprender a respirar, mamar e até a chorar... com certeza não deve ter sido fácil para você. 
Para mim também não foi, minha filha. Um dia você também vai passar por essa transformação. E vai chorar. O choro de uma mudança que nos faz crescer, que nos faz maiores por dentro. Que nos faz conhecer um amor maior do que podíamos imaginar. Um amor que nos anula, que anula nosso egocentrismo e nos faz pensar em um serzinho tão pequeno antes mesmo de pensar em nós. Um amor que desejei e que curto a cada instante. A cada sorriso que você me dá, a cada palma que você bate, a cada noite mal dormida ou dias de febre de muito choro e colo.
Hoje, pensando nesse um ano como mãe, tanta coisa me vem a cabeça... a gravidez, os enjoos, os banhos quentes para aliviar a dor nas costas, aquele barrigão... e pensar que era você ali dentro, sempre foi, você quietinha crescendo dentro de mim. O parto, os primeiro dias, a ajuda que recebi de todos, do maridão, minha mãe, sogra e cunhada principalmente. Lembrar dos 6 meses de licença maternidade, só eu e você, nos conhecendo dia a dia... as tardes em casa, as nossas saídas semanais ao Cinematerna, com direito a troca de experiência com a amiga-de-barriga e lanchinho delicioso no shopping. Um tempo em que você era tão pequenininha e redondinha e ficava aconchegada ao meu peito dentro do sling.
Sabe, minha filha, hoje entendo tanta coisa, entendo minha mãe, minha vó, minha sogra. Entendo o jeito delas de viver a maternidade, com todas as qualidades que tento imitar e os defeitos que me vejo repetir.
Entendo também as mães de filho único, entendo como é difícil abrir mão de si para receber uma vida. Imagina para receber duas, três ou até quatro vidas. Entendo como é difícil se doar, doar tempo, doar sono, doar preocupação, doar ansiedade e doar um pedaço da própria história para esse novo ser que vem. E vem com vontade, vai entrando, tomando espaço e preenchendo todos os cantos da casa e do coração. Mas a gente recebe tanto em troca, recebe tanto amor, sorriso e aprendizado que no final dessa bagunça ficamos quites, e esquecemos tudo num lapso de um sorriso seu.
Mas de tudo que a maternidade me ensinou, tem um ensinamento que é o que me deixa mais grata por ter aceitado essa tarefa: a fé. Só uma mãe com uma criança febril nos braços é capaz de vivenciar a mais pura fé. Aquela fé que nos faz rezar com lágrimas nos olhos e confiar a Deus nosso bem mais precioso. Não há noite de sono bem dormida que pague seu sorriso pela manhã quando a febre enfim passar...


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sobre a família que somos


Primeiro encontro, conversas sem fim, risadas, piadas e um suposto ideal a seguir.
Namoro, tantas idas e vindas, beijos, desejos, companheirismo.
Planos, morar juntos, dividir dias, contas e cachorro.
Casamento, festa, juras e lua de mel.
Tantos dias divididos, viagens, sentimentos e rotina.
Um exame positivo, enjoos, exames, 9 meses de sentimentos novos no coração.
Bolsa estourando, contrações, soro na veia, empurrar cadeira de rodas, dar a mão, 8 cm de dilatação: as aventura de um parto normal.
O caos dos primeiros dias, o prazer da adaptação. A alegria do primeiro sorriso. O amor que cresce a cada dia.
E de repente, somos assim, uma família. Com direito a casa com quintal, cachorro latindo, quarto da mãe e do pai, brinquedos espalhados pelo chão da sala. Um babador de molho no tanque, um vazamento no banheiro e a carne descongelando na pia da cozinha. Cenas do cotidiano. Tão nós, tão família.

Não se nasce mãe e pai. Não se sabe ser família, assim do princípio. É  construído aos poucos sem a gente perceber. De repente, somos um colo que acalma uma criança com febre, uma mãe que limpa o catarro do nariz, um homem que cobre a filha antes de dormir. De repente somos porto seguro. A presença que o olhar procura de noite no berço.
De repente nos tornamos tudo aquilo que um dia foram para nós. Assim como mágica, sem curso de preparação e nem prova para testar se somos ou não capazes.
Somos para sempre condutores de almas a nós confiadas. Com a alegria e a dor da mais sublime das responsabilidades.



sábado, 12 de janeiro de 2013

Conselho


Quando seu bebê chorar à noite, guie-se pela penumbra da casa até encontrá-lo e finja que está vivendo numa caverna, em algum clã de uma Era remota. Surpreenda-se por tê-lo deixado longe de seu corpo, exposto ao frio. Não há mamadeiras, nem geladeiras, você não tem fogão. Entenda que o drama da existência de um bebê em sua vida nada tem a ver com chocalhos, bibelôs ou chupetas. Você precisa salvá-lo, defendê-lo de feras e em breve o amarrará em seu corpo para ir à floresta. Só você pode salvá-lo, com seu leite, seu corpo, seu calor. Somente você pode fazer dele uma criatura forte e destemida e isso ocorrerá pela viagem dos hormônios em seu corpo, eles levarão as mensagens por meio do seu leite e de suas atitudes. Parir e amamentar é coisa do eu antropológico em nós.Você só está aqui porque uma linhagem de mulheres e homens um dia, lá atrás, salvaram-se, naturalmente, na luta pela sobrevivência. Todo o resto civilizado é prazer que podemos desfrutar. Não deixe que a beleza da civilização, que todos os ganhos culturais que obtivemos te faça fraca e infeliz por ter uma linda criança nos braços.

 Cláudia Rodrigues

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Considerações sobre o tempo


Eis aqui um avô... e 25 anos depois, um bisavô! Eita tempo danado que corre!

Odeio esses clichês sobre a maternidade. Odeio principalmente quando constato que eles são a mais pura verdade.
Um que ouvi muito foi sobre o tempo, algo do tipo “aproveita cada segundo, porque passa tão rápido.”. Ouvi muitas vezes e confesso que não é a melhor coisa a se dizer para uma grávida em pleno 9 meses de gestação onde cada dia parece uma eternidade. As horas parecem passar tão lentamente que parar de carregar aquele barrigão pesado e poder ver o rostinho daquele ser tão esperado parece que nunca irão se encontrar.

Mas agora tenho que confessar, eita tempo danado! Dá um nó na cabeça da gente e quando se vê já estamos lá com aquele serzinho magricela nos braços.
E de repente aquela pititiquinha já está maior, já tem dobrinhas nos braços e já ensaia um sorriso com o canto da boca.
Mas aproveita, e aproveita muito! Porque de repente eles já riem para todo mundo, já dormem uma noite inteira e começam a aprender coisas que a gente nem ensina. Colocam o dedão na boca, de forma displicente e se rebelam se você retirar.
Eita tempo danado! Porque faz isso com a gente?
É uma mistura de completude com nostalgia. 
É contraditório. Bom ver você crescendo com saúde mas ao mesmo tempo dá vontade que você fique assim pititiquinha pra sempre.
Já dá saudade do tempo em que seu alimento era só meu peito.
Que ficava desmaiada depois de mamar.
Saudade do seu chorinho de recém nascida.
E do tempo em que só meu colo trazia sua calma.
Agora você já se diverte de colo em colo, fica hipnotizada com os desenhos na TV e já cai na gargalhada com as nossas brincadeiras.
E pensar que em um pulo você já vai estar correndo por aí, querendo subir nas árvores, querendo dormir na casa dos outros (Ai Jesus, será que sobrevivo?).
Como pode esse tal de tempo fazer isso com a gente? Quando se tem filhos parece que ele fica mais traquina, corre, pula e brinca... passa tão rápido que a gente não vê!

Se eu pudesse, tempo, te segurava... fazia com que essa infância durasse tanto até eu enjoar.
Pegava você, guardava embaixo do tapete, prendia numa gaveta com chaves pra ver se você sossegava e deixava de correr assim tão ligeiro.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

De mãe para mãe


Lindo texto, apreciem:

“(…) sabe, a chegada de um filho é uma transformação imensa na vida. Do primeiro filho, especialmente. Durante a gravidez, a gente imagina mas não dimensiona totalmente como a nossa vida vai mudar quando aquela pessoinha chegar do lado de fora. Aí o bebê chega, e tudo vira de ponta cabeça. A gente já não é mais o centro das atenções como era quando o bebê estava do lado de dentro, a gente tem saudades da barriga e da plenitude da gravidez, que é um momento que a gente se sente tão inteira, e o cansaço vem com tudo, o bebê acorda e acorda e acorda, e a gente tem vontade de gritar de cansaço e se culpa porque afinal de contas como pode não ser 100% feliz com aquele bebê lindo saudável gostoso tudibom ali do lado né? Mas é flor, é assim. Somos humanas, somos contraditórias e cabe tudo dentro do peito. As vezes é assim mesmo, tudo ao mesmo tempo agora. Eu me lembro que quando ela era bem pitiquinha muitas vezes eu me fechei no banheiro e chorei, chorei de lavar a alma, de soluçar. Chorei porque tinha saudades de dormir a noite inteira, porque queria ser dona da minha vida de novo e escolher que hora ia comer e tomar banho sem ouvir um chorinho do lado de fora, chorei porque me sentia uma porcaria de mãe por estar chorando quando devia estar cheirando e curtindo minha bebê. Chorei sem nem saber porque. Eu acho q esse sentimento é legítimo, é intenso, e a gente tem o direito de viver. Ter um filho, acolhê-lo nesse mundo, é uma transformação. E transformação dói, porque pra se transformar a gente precisa deixar-se morrer um pouquinho. Uma pessoa que você foi está morrendo pra dar lugar a uma nova pessoa que está chegando. E você tem todo o direito de chorar a perda dessa pessoa. Mas não se esqueça que a nova que está vindo aí será sem dúvidas uma pessoa mais forte, mais apaixonada pela vida, mais consciente, mais safa, mais segura, mais entregue, mais determinada e mais um montão de coisas que os filhotes trazem de presente pra gente quando chegam ao mundo. Crescer dói, flor. E a gente cresce um bocado quando vira mãe. E dói, mas é bom. Porque é como se a gente crescesse pra ser um pouquinho mais do que a gente pode ser, entende? É como se os filhos alargassem os nossos horizontes, fizessem a gente descobrir um tanto de coisas que a gente pode, que a gente é, e nem sabia. Eles fazem a gente melhor. Porque quando eles estão aí, a gente quer ser pra eles tudo o que puder ser, porque eles merecem isso e muito mais. E sabe de uma coisa? Eles crescem. Tão rápido, tão. Esses primeiros dias são tão cheios de transformação que às vezes a gente se sente meio esmagada, pensando que nunca mais vai ter a vida de volta, que nunca mais vai ter um tempo pra ser só a gente mesmo, sem ser mãe. Dá um desespero inconfesso lá no fundo do peito de pensar que aquele serzinho vai ser sempre tão dependente, tão grudado, tão precisado da gente pra tudo. E a gente, onde fica? Mas a gente redescobre o nosso espaço, isso vem com o tempo. Eles crescem tão rápido, muito mais rápido do que a gente está preparado para aceitar. Quando a gente menos espera, aquele bebezinho que só chorava e mamava e tantas vezes não aceitava outro colo que não o nosso cria outros laços, descobre o mundo do lado de fora, quer explorar, desvendar. E aí a gente fica do lado de cá com o tempo embrulhadinho pra presente, pra fazer o que quiser com ele. Então vem o aprendizado de novo, a gente saber voltar a ser só a gente. A vida dos pequenos é feita de fases. Umas são mais exigentes e a gente leva mais tempo pra se acostumar. Outras a gente se adapta rapidinho. Mas o melhor de tudo é que todas elas dão uma saudade imensa quando a gente olha pra trás. Eu sei que nesse começo a roda-viva é tanta que a gente sente mesmo como se eles sugassem a gente todinho, sem deixar nada. E eles sugam, mesmo. Mas devolvem depois. Uma imensidão de alegria e aprendizado e colorido que nem que a gente quisesse dava pra retribuir. Chora, flor. Chora tudo o que quiser, pede abraço, pede colo, pede ajuda. Tudo isso é direito teu. Teu e dela, porque vocês vão passar por isso juntas. E tudo isso vai fazer parte do caminho lindo que vocês estão começando a caminhar, de mãos dadas. E vai te acostumando com esse aperto no peito, insistente, porque é assim: a gente ama tanto que dói. E vai doer pra vida inteira, mas é uma dor boa. É uma dor de vida, de amar por inteiro. É dor de inteireza.”

Retirado do Casamenteiras

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Aventuras de Sling


Quando você resolver carregar seu bebê em um sling, prepare-se... você será alvo de muitos, mas muuuuiiiitos comentários por onde você for.

Prepare-se para ouvir:

Categoria "Céticos"

- Ah, não, eu não acredito, não acredito no que eu estou vendo! Tem um bebê aí?
- Não é possível!
- Por um momento achei que vocês estivesse com um bebezinho aí dentro.
- Mas como pode, impossível!!
- Eu não estou vendo isso...

Categoria "Religiosos"

- Minha Nossa Senhora do ..., um bebezinho num saco!
- Meu Deus, ela carrega o bebê num pano!
- Ô muDeusudocéu... que coisinha mais fofa!
- Na próxima encarnação quero ser carregado assim!

Categoria "Preocupados" = são os mais frequentes!

- Moça, cuidado, seu bebê está dentro deste saco!
- Ela não cai daí não?
- Não vai sufocar a criança, dona?
- E a coluna do bebê? Está entortando ela todinha?
- Cadê as perninhas??

Categoria "Sem noção"

- Ai, que lindo... meu netinho também é assim, falta uma perna... o da senhora nasceu sem as duas??
- É um cachorro???
- É um bebê?? Tá VIVO??
(rsrsrs.... essa é a mais engraçada, já ouvi várias vezes... e quem é que anda carregando um bebê morto meu deus???)
- Acho que ele tá sem ar... tá roxinho...

Categoria "Sabidões"

- Ah, eu já vi disso, eu sei passou na Ana Maria Braga.
- Ai que gracinha, é uma mãe canguru!
- Isso é coisa de índio, né? Eu sei.



Retirado e Adaptado de Bsb Slings



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Será saudades da gravidez?

Não existe cintura fina e barriga reta mais bonita do que as curvas que você me dá.
Não existem roupas da moda, maquiagem ou acessórios que me deixe mais atraente do que a beleza de sua presença em mim.
Não existe balada mais satisfatória do que passar horas no silêncio do seu quarto imaginando você ali.
Não há espelho que reflita minha imagem tão perfeitamente como a imagem disforme do ultrassom me mostrando você. 
Não há dor de cabeça que me abale se você está se desenvolvendo com saúde.
Não existe cansaço e dor nas costas se você continua a crescer dentro de mim.
Não há tristeza se você se meche dentro da minha barriga.
Não existe dor quando estou prestes a te encontrar.


Será saudades da gravidez?
Quando me diziam isso eu não acreditava, como podia alguém ter saudades daquele barrigão quase encostando no volante enquanto eu dirigia. Da falta de ar. Das várias vezes indo ao banheiro de noite. Da dor nas costas. Das pernas inchadas.

Mas, não é que bateu essa tal de saudade??

sábado, 1 de setembro de 2012

A dor de um parto



Ter um parto normal é quase que um fenômeno nos dias atuais. É interessante ver a cara de espanto das pessoas quando se diz isso: foi parto normal.

Como é que uma coisa tão natural, de repente se torna algo tão estranho? Porque o normal hoje em dia é fazer parto cesáreo?
A maioria das mulheres aprendeu a desacreditar de seu poder. A mídia, os amigos, a família, colocou na cabeça delas que o nascer é um procedimento médico cirúrgico. Você gera o serzinho por nove meses, marca um dia e hora no hospital e sai de lá com um lindo bebezinho nos braços. Coisa mais linda de viver, não questiono isso.
Mas o que é realmente parir? Será que no "parto" cesáreo a mulher realmente "pari" seu filho? Tenho minhas dúvidas... Acredito que a cesárea é realmente a forma pela qual o bebê nasce. Mas acredito que o parir vai além desse procedimento médico.

Não sei como, mas com certeza com um grande interesse financeiro por trás de tudo isso, tiraram o poder da mulher. Colocaram na sua cabeça que parto normal é coisa de "pobre". Que parto normal é anormal, Que parto normal dói.


Tudo bem, parto normal dói? Já te respondo, dói sim.

Mas e cortarem sete camadas de pele não dói? Lá vem a faca e lá se vão pele, gordura, fáscia muscular, músculo, peritônio parietal, peritônio visceral e útero. (Sim, eu pesquisei no Google!). Lá vem aproximadamente 75 pontos! E você me diz que isso não dói? Lá vem 15 dias de recuperação até os setenta e cinco pontos "caírem", e você ainda quer que eu acredite que isso não dói? Lá vem o bebê chorando, com fome, se apoiando em cima dos seus setenta e cinco pontos. Lá vai você receber visitas com seus setenta e cinco pontos. Lá vai você dar o primeiro banho e acordar a noite para amamentar com seus setenta e cinco pontos.

Você ainda quer que eu acredite que isso é o melhor no nascer?

Ainda sou obrigada a descrever que o risco de infecção de uma cesárea é cerca de 7 a 10 vezes maior do que no parto normal. A chance de complicações graves, como abertura de pontos, sangue coagulado, infecção no corte ou até generalizado (o que pode levar a morte) é 30 vezes maior na cesárea do que no parto normal (São Google, o pai dos burros que me disse.).
E ainda sim, nos fizeram acreditar que isso é o melhor para nós.
Peloamordedeus, não quero julgar aqui qualquer mulher que tenha tido parto cesáreo. Acredito que o parto cirúrgico salva muitas vidas e deve ser amplamente usado, quando necessário.

Acredito que quanto mais mulheres escrevem seus depoimentos sobre o parto normal, escreverem em blogs e sites, conversarem com as amigas sobre isso, mais e mais outras mulheres se permitem acreditar na capacidade de parir naturalmente e assim começam a buscar informação e pessoas de confiança para acompanhar esse momento sagrado que é o parto. 
Por isso insisto nesse tema.

Mas comecei toda essa lenga lenga aí para falar sobre uma coisa: a dor de um parto. 


A maior curiosidade quando se fala que teve um parto normal é: DÓI?

Simples assim, uma só palavrinha, mas tão cheia de significado. A resposta é simples também, DÓI!! É claro que dói. Mas não se preocupa, não é uma dor insuportável. Você aguenta, rsrsrs.

Sabe, se eu aguentei, acho que toda mulher aguenta. Porque eu sou fresca. Eu não depilo com cera porque dói. Se tiram um bife da minha cutícula eu reclamo. Quando meu seio rachou eu pensei que fosse morrer. Se eu tô com dor na coluna fico insuportável. Se bato o dedinho do pé grito mais do para parir.

Mas a dor do parto é diferente. É uma dor com um propósito sublime. E no final o que você mais quer é sentir logo essa dor, que ela dilate logo os 10 cm. Você quer logo que o médico diga: faz força!

Quer ver logo o rostinho do bebê, pegá-lo nos braços e morder aquele pézinho magricela.
E nessa hora você é tomada de uma força, que eu não sei explicar. Parece que é uma força não vem da mulher, vem do bebê, da vontade de vir ao mundo, no momento exato em que ele se achou pronto.

Eu defendo essa dor, essa dor compreendida e desejada. A dor de um corpo que gerou outro corpo, por longos nove meses, a dor do alívio, a dor do nascer.
Mulheres não se preocupem tanto com a dor. Várias outras mulheres conseguiram antes de nós.

Nosso corpo foi feito para isso, útero para contrair, o cólo para dilatar, a bacia para abrir, a vagina para dar passagem para um novo ser.


Nós somos capazes e ninguém poderia ter nos tirado isso.


E para terminar essa frase que acho muito sábia e que no final diz tudo sobre "essa tal dor":


"A dor do parto é uma dor muito sábia. Vem e vai a cada contração, como as ondas do mar, oferecendo um tempo abençoado para respirar e descansar até o proximo mergulho. Aos poucos a maré sobe e as ondas crescem, ficam imensas e precisamos da humildade da entrega, de oferecer corpo e alma à prova máxima da natureza humana."


Eleonora de Moares

-------------------------------------------------------------------

Abrindo um parênteses, aplaudo aqui todas as mulheres que sofreram as dores de uma contração, ou melhor, várias contrações, e infelizmente depois acabaram sendo submetidas ao parto cesáreo. Aplaudo aqui sua força, seu desejo de parir e seu respeito pelo tempo do bebê. É com pesar que ainda vemos mulheres poderosas que não foram apoiadas por uma equipe médica competente nesse momento tão decisivo. Infelizmente a maioria das mulheres que desejam um parto normal ainda acabam em um procedimento cirúrgico.




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Desejo para você: um filho!



Desejo para você um filho.
Desejo que você comemore um resultado positivo. Que você chore ao ouvir seu coração pela primeira vez. E que comemore mês a mês essa benção.
Desejo para você um companheiro/a para esse momento. Que saiba conversar. Que te faça rir e tenha paciência.
Desejo para você a emoção de uma bolsa rompida. O alívio de uma dilatação rápida.
Desejo que você ouça seu primeiro choro, recém saído do útero. Desejo que você beije aquela testa ainda suja de placenta. E que você sinta um aperto no peito enquanto levam ele pra pesar.
Desejo que você receba flores nesse dia e que sua mãe fique ao seu lado nesse momento.
Desejo para você um chorinho na madrugada. Um cocô esverdeado para você limpar. Um umbigo para cair.
Desejo para você uma dor que te ensine a amar. Uma alegria que te ensine a dar valor na vida. Uma insegurança que te faça pedir ajuda e ser humilde.
Desejo para você um bebê que mame com vontade. Que faça cocô todos os dias e que não tenha cólicas.
Desejo para você o milagre da vida.
Que bagunce sua rotina. Que tire seu sono.
Desejo que aos poucos tudo volte ao "normal".
E que, ao mesmo tempo, nunca mais a vida volte a ser a mesma coisa.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pai Sem Noção: tartaruga ou sanduíche?


Para quem não conhece o "pai em potencial", famoso maridão, também escreve um blog, intitulado Pai Sem Noção. O título é a descrição exata do que passo diariamente com ele... é um pai super despojado, vive fazendo piada de tudo, fazendo "experimentos" com o bebê e por aí vai... Enfim, o homem que pedi a Deus.

Quem quiser acompanhar as aventuras desse pai sem noção é só entrar no blog dele: http://paisemnocao.blogspot.com.br/

Quando eu ainda estava grávida, demoramos muito para conseguir ver o sexo do bebê... a partir das 16 semanas a cada ecografia era uma apreensão danada querendo saber se era menina ou menino. O maridão escreveu um post super engraçado contando quando, enfim com 22 semanas, conseguimos saber que a Anastácia vinha por aí.
Curtam!

_________________________________________________________________

Tartaruga ou Sanduíche?


Foi com essa pergunta que o médico começou o ultrassom... Nessa hora eu, quase que numa revisão de memória, relembrei todas as minhas atitudes, boas e ruins, e pensei: Meu Deus, tô ferrado... Tenho muito pecado.E então, ele começou a movimentar aquele aparelho pela barriga da minha esposa tentado estabelecer contato visual com aquela criaturinha lá de dentro. Me senti como numa sessão espirita. Existe vida antes do parto!?!?

Lembrei também de todos os testes que já tínhamos feito, de todos os palpites de nossos amigos, de todos os sonhos que muita gente teve, e claro pensei, será que finalmente vamos ter certeza? Se bem que vi casos em que os pais já tinham certeza e na hora "H" veio trocado, como que num capricho da natureza, ou será erro do homem?

E lá se foi cabeça, coluna, braço, perna, dedinhos, bexiga, estomago, coração, palato, foice(!?), cerebelo e todas as outras coisas que só interessam ao médico, aliás o médico poderia trabalhar no programa do Silvio Santos, (EU VOU ABRIR!), claro que como sou sem noção não estava dando a devida importância para todas aquelas informações, só queria saber se era tartaruga ou sanduíche.
E então todo mistério se revelou, mas não sem uma simpatia, é claro. Minha esposa comeu chocolate antes do exame, pois dizem que faz o bebê mexer bastante. Eu, só pra garantir, comi um também.
E então minha filha, num arroubo de devassidão, mostrou suas partes íntimas. SIM, era sanduíche, é uma menina. Uma menininha muito comportada por sinal, mas também muito interesseira, só depois do chocolate que deixou a gente ver.... hum, vou ter que conversar com ela sobre isso. 
E pra não tomar muito o tempo de vocês, amigos leitores, vou terminar corroborando meu pensamento do inicio desta postagem... Tenho muito pecado.

Valeu!